Mostrando postagens com marcador nordeste. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nordeste. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de março de 2010

6000km



View Larger Map

6000km percorridos.  35 dias na estrada.

Porque valeu?
A priori, foi um mês que tirei pra mim. Para viajar por viajar. Sem luxos. As vezes com um dinheiro a mais, as vezes sem dinheiro algum. Indo para o onde o vento me levasse, ficando o tempo que cada lugar pedia. Pode ser piegas, mas boa parte de tudo isso foi para refletir mesmo. E assim me conhecer.

Viajei pelo sertão da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Ceará, conheci a terra do Lulita, Garanhuns (que fica na serra e faz um frio danado) e me perdi de encanto pelo Velho Chico - e entendi o fascínio que gerado por ele - com suas águas verdes e seus cânions ocres.
Experimentei o carnaval de frevo e maracatu no Recife, e da tradição das fantasias e ladeiras de Olinda.

Valeu demais por experimentar a tapioca de carne de sol em João Pessoa, por nadar com golfinhos e pela falésias intermináveis de Pipa, caminhar por Ponta Negra e subir as dunas de Genipabu em Natal, me matar com Pitú em Mossoró, pelo samba, chorinho e caranguejos de Fortaleza e o universo paralelo - e aquela vontade de ficar pra sempre - proporcionada por  Jericoacoara.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

2322km rodados, 10 dias na estrada.

Dez dias de viagem.
[5 só pro carnaval... hehe]
2322 km percorridos.
Nesse mapa dá pra ver mais ou menos por onde estou passando.

João Pessoa

Com alguns percalços, cheguei a Joao Pessoa.
Se a temperatura for subindo dessa maneira, eu chego cozido al dente em Fortaleza.

O Raphael deixou eu e o Aaron nos Correios de San Martin pra gente tentar o esquema que o César (o caminhoneiro que me trouxe até Recife) havia falado.
Ficamos uma hora esperando algum caminhão sair e nada.
Resolvi ir lá perguntar se ia demorar muito até algum sair pro Rio, e o cara disse que naquele dia não sairia nenhum ao Rio. Só até Salvador.
Tentei convencer o Aaron a ir até Salvador, falando das maravilhas da Bahia (e das baianas) mas ele tava na correria e preferia ir direto até o Rio.

Vamos para a rodoviária. Dividimos um taxi com mais um senhor que tava no ponto, depois de uma hora esperando o onibus pro terminal integrado.
O motorista foi me assustando por todo o caminho:
- ali onde vc ta pensando em pegar carona, mataram uma alemã ontem. dois motoqueiros. ela tava indo pra joão pessoa.

Roube o carro, celular, bolsa, o que for, mas pra que matar! É foda...

Vou de onibus, decidido. Por força maior.

Peguei o onibus das 19:15 pra Joao Pessoa, e o Aaron foi pro Rio as 19:30.

Só depois que cheguei na rodoviária aqui, é queme dei conta que nao tinha o endereço nem o telefone da Ellen.

Perguntei por alguma lan house, mas já era mais de 22h, dificil encontrar alguma aberta.
- nem no shopping?
- nem. shopping já tá fechando.

Cogitei dormir na rodoviária. Mas veio uma luz! Liguei pro André lá em Juiz de Fora, passei meu login, senha, pra ele ver se ela havia respondido meu e-mail com os seus dados. E voilá!

Liguei, e ela atendeu toda simpática falando que eu podia ir pra lá.
- é perigoso?
- é. vou mentir nao.
Como eu adoro isso.
O terminal de onibus interurbano é logo do lado de fora da rodoviária, e pra me deixar um pouco tenso (nao sou medroso, algumas vezes fico tenso, e só) tinha dois colchoes pegando fogo bem na calçada em frente ao terminal integrado, e aquele povo meio do mal que habitam os arredores de toda rodoviária do mundo. Perguntando ao povo punk mesmo, perto dos colchoes em chamas (eu que nao ia tirar maquina ali pra bater foto... mas estava um clima meio Fallout), soube que eu tinha que pegar o 306-Mangabeiras.

Cheguei na casa da Ellen, e ela é super gente boa. Me recebeu com uma cervejinha e já me encantei pelo gosto musical dela: Chico, Bethania e Caetano.
Vou mostrar Tom Zé pra ela conhecer, certeza que ela vai gostar.

Amanha ainda chega mais visitas aqui pra ela, uma carioca e um povo de Portugal.
Agora é guardar energia porque amanha tem um forró pé de serra famoso na regiáo. Bora lá gastar sola.


Obs.: tá tao quente aqui que nao to conseguindo raciocinar muito bem. No duro.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Recifeando e Olindeando

Recife, o carnaval e os pernambucanos são incríveis.
Quero morar aqui quando eu crescer.
Maguebeat, maracatu, frevo.
Olinda.
RECbeat.
Rua da moeda, da guia, do bom Jesus.
O marco Zero.
Brennand.
Paço da alfândega.
Os arrecifes.
Praia de Boa Viagem.
O mar cheio de tubarão.
E o carnaval mais raiz que já vi.


Depois da Ana Paula, fiquei na casa do Raphael do couchsurfing, e não poderia ter sido melhor. A família dele é super gente boa, e o Andrew, um gringo gente fina que fala português com sotaque de pernambucano.
No segundo dia chegou o Aaron, um texano que ficou por aqui também. Que se enrolava todo pra chegar nas meninas, já que não fala nada de português. Boas companhias pro carnaval.

Uma coisa é certa, é impossível encontrar com alguém se não se está na mesma casa durante o carnaval.

Depois de milhões de créditos gastos, centenas de mensagens enviadas e recebidas e desencontros (é rapaz, Olinda é complicado) encontrei com o memorável Moura só no show do Nação Zumbi no pólo da Várzea.
E perdido um outro dia na ladeira dos cearenses (085) em Olinda.

O André, um amigo de Buenos Aires, se complicou e não pode ir para o Carnaval.

Em breve tô chegando em Fortaleza, ainda vão me aturar por mais um tempo.

Mas antes de Fortaleza ainda tenho um longo caminho a seguir... tenho que pensar no próximo destino: João Pessoa.



Mosteiro de São Bento, Olinda.











Em sua esperada volta, Jesus compra caipirinhas.











 Muita gente. Muito calor. Muita doidera. Muito de tudo!










Alguns dos Borats que invadiram o carnaval de Olinda.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

RECIFE!


Finalmente Recife!
O César me deixou num bairro longe lá. E peguei um busão pro Centro.


Tava super de boa pra sair caminhando por aí. Até que conversei com um cara no ônibus que peguei pra vir ao centro:
- é desce aí no ponto, vai pela avenida guararapes, e vc vai ver o predio dos correios, aí atravessa a ponte (do galo) e já ta no centro.
- valeu mesmo cara.
- mas toma cuidado. se opovo gritar. "arrastão!" tu sai correndo e entra numa loja.
-... (engoli seco) ok.

Agora tô aqui, tentando falar com minha mãe, esperando alguém gritar "arrastão!", pegar o endereço de uma amiga dela, ir lá tomar um banho. E ver que diabos eu vou arrumar agora que tô na capital do frevo! Momentaneamente sozinho!



Estou decidindo também, se fico por aqui mesmo, esperando o Mamão e o Moura chegarem, ou se vou lá pra Fortaleza. Ou pra Natal.
E volto quando eles chegarem.

Quero deixar a mochila em algum lugar. Pra já começar a aproveitar aqui. O bicho tá pegando. A cidade tá parada. E o frevo rolando solto!

Amanhã show do Jorge Ben, Cordel e Zé Ramalho.


O problema agora é achar essa amiga da minha mãe mesmo. O Couchsurfing me deixou na mão... Tá congestionado. Sem sinais de que volta logo. :(

Fotos, ponho logo. Esqueci o cabo da camera e o adaptador do cartão. Show né.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...